O Peru já colocou na cadeia três ex-presidentes por envolvimento atos de corrupção. No Brasil apenas um foi condenado, mas permanece solto desafiando a justiça
14/07/2017 - 16h24 em Novidades

A Justiça peruana decretou, nesta quinta-feira, a prisão preventiva, por 18 meses, do ex-presidente do país Ollanta Humala, e sua mulher, Nadine Heredia. Eles respondem por associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo doações irregulares da construtora brasileira Odebrecht. A construtora teria doado ao casal US$ 3 milhões (R$ 9,6 milhões) para a campanha eleitoral de 2011, quando Humala assumiu a presidência do Peru e na qual permaneceu até 2016.

O Peru não é o único país onde há investigações envolvendo desdobramentos da Operação Lava Jato. Delatores têm relevado esquemas de corrupção em países da Europa, África e Américas. Além do Peru, só na América Latina há casos em investigação no Chile, na Colômbia, na Argentina, na Venezuela, na República Dominicana, entre outros.

Brasil da impunidade

 

No Brasil, uma cambada de petralhas é investigada por centenas de crimes. O recordista é o ex-presidente Luis Inácio, réu em cinco processos, condenado a 9 anos e seis meses. Mas, curiosamente continua solto debochando da justiça. No quesito punição a políticos corruptos o Brasil não erve de exemplo.

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