“Minha voz nunca dependeu de um cargo, nunca dependeu de uma cadeira, nunca dependeu de uma caneta.”
Na abertura do segundo semestre legislativo da Câmara Municipal de Arari, a vereadora Aurinete Freitas fez um pronunciamento marcado pela defesa da independência parlamentar e pela disposição de continuar exercendo a fiscalização do poder público, apesar das pressões políticas que afirma enfrentar.
A parlamentar criticou a condução da Câmara, questionou decisões que, segundo ela, restringem a atuação da oposição e voltou a abordar o processo judicial que considera parte de um contexto de perseguição política. Em tom firme, assegurou que sua disposição de defender o que considera justo não está condicionada à permanência no cargo.
“Quem luta por justiça não depende de um mandato, depende de caráter, e isso me sobra.”
A declaração sintetiza o eixo central do pronunciamento: a defesa de uma atuação parlamentar que, na visão da vereadora, não deve se curvar a interesses do Executivo, à pressão política ou às possíveis consequências pessoais decorrentes do exercício do mandato.
Ao longo da fala, Aurinete reafirmou que pretende continuar fiscalizando recursos públicos, cobrando transparência, defendendo servidores e levando ao debate público situações que considera irregulares.
Mais do que uma resposta aos adversários políticos, o pronunciamento foi uma reafirmação de identidade parlamentar. Aurinete procurou apresentar-se como uma vereadora que entende a oposição não como sinônimo de conflito, mas como dever de fiscalização, independência e compromisso com o eleitor.
“Não esperem de mim o silêncio por conveniência, não esperem complacência diante dos abusos, mas não esperem que eu negocie meus princípios para conquistar aplauso de ninguém.”
Ao final, a vereadora resumiu sua disposição para o novo semestre com uma frase que também funciona como síntese de sua atuação política:
“Mandatos passam, mas a história registra quem teve coragem de falar quando muitos preferiram o silêncio.”