Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Arari, realizada nesta sexta-feira (8), a vereadora Aurinete Freitas voltou a defender o aprofundamento das investigações sobre denúncias de irregularidades atribuídas à gestão da prefeita Maria Alves.
A parlamentar afirmou que parte dos vereadores estaria “fingindo” interesse em apurar denúncias relacionadas à CPI da Covid, enquanto, segundo ela, dificultam o avanço das investigações.
Extremamente grave: dinheiro foi para Paraibano
Aurinete citou questionamentos sobre a aplicação de verbas do CMDCA e do Fundeb, além de pagamentos realizados para supostos prestadores de serviços residentes no município de Paraibano.
“Eu quis saber da Covid, eu quis saber das notas de empenho, eu quis saber do CMDCA, como agora eu quero saber dos empenhos atuais que também estão sendo pagos. Eu quero saber do dinheiro do CMDCA que foi para Paraibano, eu quero saber do dinheiro do Fundeb que foi para Paraibano. “Como esse dinheiro saiu e voltou? Quatrocentos e poucos mil do CMDCA foram para Paraibano, e na época quem era o secretário era o atual vereador Alexandre”, declarou.
Durante o discurso, Aurinete pediu que os vereadores permitam a continuidade das investigações. “É isso que eu quero que vocês nos deixem investigar e que também ajudem no aprofundamento das investigações”, enfatizou.
Incoerência escancarada
A fala teve como um dos principais alvos a vereadora Léa Lopes, a quem Aurinete acusou de incoerência ao defender a continuidade da CPI da Covid e, ao mesmo tempo, segundo ela, dificultar a apuração de outras denúncias.
“Vereadora Léa, quando eu vejo o seu discurso, senhora querendo justificar a continuidade de uma CPI legítima, ok, temos que investigar. Mas, ao mesmo tempo, obstruindo a gente investigar isso que eu acabei de lhe dizer”, afirmou.
Aurinete disse ainda possuir um dossiê contendo documentos e indícios que, segundo ela, justificam novas investigações. “É um dossiê de 81 páginas, e em 81 páginas eu lhe dei dois motivos que a senhora deveria muito bem unir-se a nós para que a gente investigasse por que esse dinheiro saiu, como é que ele voltou”, declarou.
CMDCA: velhas práticas condenáveis se repetem
Ao abordar o CMDCA, a vereadora relembrou posicionamentos adotados durante o primeiro mandato e voltou a criticar a utilização de recursos do conselho para eventos culturais.
“No meu primeiro mandato eu bati demais no CMDCA porque eu sou contra o que é feito com o CMDCA. Inclusive, até hoje o mesmo modo de agir do CMDCA passado está sendo agora. Se a senhora abrir o Diário Oficial, de novo, 240 mil reais estão sendo liberados para apresentações culturais. Eu sempre briguei com isso, porque dinheiro do CMDCA é para ser aplicado com crianças, não para apresentações culturais”, concluiu.
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