O episódio envolvendo a Sra. Mazolina de Jesus Rodrigues e a prefeita de Arari, Maria Alves, passou por três reviravoltas ao curto intervalo de tempo. O caso, inicialmente apresentado como uma denúncia de agressão e injúria racial, ganhou grande repercussão por ter ocorrido justamente no Dia da Consciência Negra — cenário que ampliou a comoção pública e deu força às primeiras narrativas.
Mas, o contexto mudou radicalmente após o surgimento de novos elementos, a começar pelos depoimentos da própria família de Mazolina — filhas e marido — que, em vídeo, desmentiram frontalmente a acusação. O impacto foi imediato: a narrativa construída contra a prefeita perdeu consistência.
Entretanto, quando tudo parecia caminhar para um final feliz o caso de uma guinada e novamente a prefeita se viu em desvantagem na guerra de narrativas. Em vídeo divulgado em grupos de WhatsApp, Dona Mazolina “chutou o pau da barraca”: reforçou as acusações, desceu a ripa no lombo da prefeita e conseguiu puxar para si a prevalência da narrativa.
Entrevista explosiva e esclarecedora
Novamente prefeita teve que voltar ao “campo de batalha”. Desta vez, em entrevista explosiva e esclarecedora, concedida ao Tribuna 98, “armada” com novas e consistentes informações, Maria Alves apresentou informações detalhada, organizada e repletas de detalhes que desmontam, de maneira firme e convincente, as acusações feitas contra ela.
O episódio da madrugada: o relato da prefeita
Na entrevista, Maria Alves descreveu com clareza como tudo começou, durante uma confraternização em sua própria casa.
“Estávamos em um momento de lazer, uma rodada de violão, tudo em paz. Quando recebemos a mensagem do neto da Mazolina dizendo que ela (Mazolin) estava indo buscar o marido. Ela chegou furiosa, criando um tumulto enorme”, declarou.
Segundo a prefeita, o marido da Sra. Mazolina seu Carlos — se protegeu atrás da gestora para evitar a agressividade da esposa: “Ele ficou atrás de mim, e ela veio para cima dele. Eu apenas disse: ‘Mazolina, vá para sua casa. Aqui você não vai fazer escândalo nem bater nele.’”
Negativa categórica das agressões
Questionada diretamente sobre a suposta agressão praticada contra Mazolina, a prefeita foi firme: “Eu nunca trisquei nela. Apenas pedi para que ela fosse para casa e respeitasse as pessoas que estavam ali.”
Sobre a acusação de injúria racial, foi ainda mais enfática: “Dizer que eu a chamei de ‘preto’ ou que falei do cabelo dela é uma narrativa sem fundamento. Ela vai ter que provar. Nunca respondi a nenhum processo por preconceito, de raça, religião ou qualquer outro".
A prefeita reforçou sua convivência com todas as camadas sociais e o respeito que mantém pelos servidores: “Eu fui dona de supermercado com mais de duzentos funcionários. Desafio que encontrem uma ação na Justiça por mau trato ou discriminação.”
A politização do caso
Durante a entrevista, Maria Alves apontou com clareza o que considera uma instrumentalização política: “Virou um caso político. Vereadores adversários estão usando uma pessoa fragilizada (a Sra. Mazolina) para me atingir”, afirmou.
A verdade como aliada
Maria Alves relatou ter recebido apoio de pessoas próximas, inclusive de antigos funcionários: “Minha ex-secretária me mandou uma mensagem dizendo: ‘Maria, eu lhe conheço há mais de 10 anos. A verdade vai prevalecer porque contra fatos, não há argumentos.”
Maria encerrou a entrevista reafirmando sua confiança no próprio trabalho e no reconhecimento da população:
“Falar de mim não está sendo fácil para eles, porque não têm do que me acusar. Ninguém tem trabalhado mais por Arari do que eu.”
Uma narrativa que se reconfigura
A entrevista ao “Tribuna 98” consolidou a versão mais organizada, mais completa e mais plausível do episódio. A partir dela, emerge um cenário no qual:
• as alegações da Sra. Mazolina perdem credibilidade;
• a tese de uso político do caso ganha consistência;
• e a prefeita se apresenta com serenidade, clareza e firmeza diante da acusação.
Foi assim que a verdade bateu à porta e lembrou que, por mais barulho que faça, mentira continua sendo mentira.