A inauguração da agroindústria de polpa de frutas no povoado São José da Conquista, em Lago do Junco, foi muito além da entrega de uma obra pública. O evento simbolizou mais um exemplo de política conectada às necessidades reais da população rural e à valorização da agricultura familiar como instrumento de transformação econômica e inclusão social no interior do Maranhão.
A unidade leva adiante o sonho de Raimundo Nonato, morador da comunidade que enxergava na produção de frutas não apenas uma atividade de subsistência, mas uma oportunidade concreta de desenvolvimento coletivo. Durante anos, Raimundo produziu polpas artesanalmente, enfrentando limitações estruturais e ausência de apoio público. Sua persistência acabou se transformando em referência para um projeto que hoje promete impulsionar a renda de dezenas de famílias da região.
A obra foi viabilizada por meio de emenda impositiva do deputado federal Hildo Rocha, que afirmou ter decidido investir na agroindústria após conhecer de perto a realidade da comunidade.
“Aqui tem um grande potencial de produção de frutas. Só que essas frutas eram pouco aproveitadas. Apenas o Raimundo produzia polpas com muito sacrifício de forma artesanal. Isso me inspirou a conseguir os recursos para construir essa unidade de beneficiamento de frutas”, declarou o parlamentar.

“Essa fábrica de polpa de fruta vai criar condições para que essas famílias possam aumentar a sua renda, porque vai verticalizar a produção. Precisamos fazer com que essas famílias passem a ter renda própria, sejam independentes”, acrescentou.
Durante a cerimônia, o prefeito Athaíde do Posto reconheceu a atuação do parlamentar no município e ressaltou a sequência de investimentos destinados à cidade nos últimos anos. Hildo Rocha já tem raiz nesse município. É casa, é trator, é casa de farinha, é beneficiadora de polpa e outros benefícios”, afirmou.
Mais do que um equipamento público, a agroindústria se tornou símbolo de reconhecimento a uma comunidade historicamente esquecida pelas políticas de desenvolvimento regional. O projeto também reforça uma tendência crescente no interior nordestino: a valorização da agricultura familiar não apenas como pauta social, mas como estratégia econômica capaz de gerar emprego, renda e circulação de riqueza dentro dos próprios municípios.
O vice-prefeito Nivaldo do Pote destacou o momento em que o deputado conheceu Raimundo Nonato e decidiu apoiar a iniciativa. “O próprio deputado, na sua sensibilidade, no olhar para o mais necessitado, mas que deseja prosperar, se comprometeu e disse: ‘Vou botar recursos para fazer uma indústria aqui’”, relatou.
A emoção marcou a fala da secretária da Mulher, Josa Arruda, ao lembrar o legado deixado por Raimundo Nonato.
“Receber esta agroindústria de polpa que leva seu nome é manter viva a sua história, seu legado e o seu exemplo de luta e compromisso com o desenvolvimento da nossa gente”, declarou.
Do sonho à realidade
A irmã de Raimundo, Maria Denise Silva Gomes, afirmou que a conclusão da obra representa a concretização de um sonho cultivado pela família durante muitos anos.
“Se tornou um sonho concretizado, um sonho que ele havia sonhado há muito tempo e que hoje está se tornando realidade”, disse emocionada.
Já o ex-presidente da associação comunitária, José Lima Moura, lembrou das dificuldades enfrentadas para viabilizar o projeto.
“Era muito difícil o Raimundinho viabilizar esse projeto sem o documento da associação. A gente arrumou o documento e hoje está sendo concretizada essa obra aqui”, contou.
A nova agroindústria deverá beneficiar diretamente produtores rurais de São José da Conquista e comunidades vizinhas, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando oportunidades de emprego e geração de renda em Lago do Junco. Em um estado onde muitas comunidades ainda sobrevivem à margem do desenvolvimento, iniciativas como essa mostram que políticas públicas eficientes continuam sendo aquelas capazes de transformar vocação local em oportunidade econômica concreta.
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