O Poder Legislativo de Arari encerrou o ano de 2025 funcionando dentro da normalidade institucional, mas sem alcançar o protagonismo que se espera de uma Câmara Municipal em um contexto de grandes demandas sociais e administrativas.
Embora ao longo do ano os parlamentares municipais tenham apresentado proposições, a atuação dos vereadores e vereadoras foi marcada mais por divergências políticas do que por iniciativas capazes de produzir resultados efetivos.
A produção legislativa concentrou-se, majoritariamente, em indicações e requerimentos — instrumentos importantes para encaminhar reivindicações da população, mas limitados do ponto de vista prático, já que dependem exclusivamente da vontade do Executivo para sair do papel.
Projetos de lei de maior alcance, que poderiam estabelecer políticas públicas duradouras ou promover mudanças mais profundas na gestão municipal, foram exceção e, lamentavelmente, não avançaram.
No quesito fiscalização, apesar do esforço dos vereadores de oposição, o resultado ficou aquém do ideal prevalecendo assim uma atuação nitidamente “alinhada” aos desejos da prefeita fato que impediu o parlamento municipal de exerceu plenamente seu papel de controle externo.
Em diversos momentos, a Câmara pareceu funcionar mais como espaço de homologação das iniciativas do Executivo do que como um fórum efetivo de discussão e aprimoramento das políticas públicas.
Uma perda irreparável
O ano legislativo de 2025 também foi marcado por um episódio de forte impacto institucional e emocional: a morte prematura do então presidente da Câmara Municipal, vereador Evando Piancó.
Reconhecido pela postura conciliadora e pelo diálogo com diferentes correntes políticas, Evando exercia papel central na condução dos trabalhos legislativos. Sua ausência repentina gerou comoção, alterou a dinâmica interna da Casa e impôs um período de reorganização política e administrativa, refletindo diretamente no ritmo e na agenda do Legislativo ao longo do ano.
Apesar disso, os vereadores mantiveram presença ativa nas comunidades e ampliaram o uso das redes sociais para divulgar ações e agendas individuais.
Por fim, chega-se à conclusão de que no ano legislativo de 2025 a Câmara Municipal de Arari teve um desempenho abaixo do desejável, revelando, portanto, a necessidade de romper com a postura excessivamente submissa ao Poder Executivo, fortalecer a independência institucional e se consolidar como um eficiente espaço de escuta e de mediação dos principais debates de interesse coletivo.
Esses quesitos permanecerão como desafios para os próximos anos.