Em conversa com apoiadores, em um grupo de WhatsApp, a vereadora Aurinete Freitas disse lamentar o atual cenário de politização das divergências políticas em Arari — um ambiente onde tudo vira disputa.
O debate teve início após críticas e comentários sobre mais um episódio constrangedor envolvendo Francidalva Frazão Sousa, personagem que, segundo publicação do Diário Oficial do Município, ocupa o cargo formal de representante da Secretaria Municipal de Assistência Social no Conselho Municipal de Direitos do Idoso (CMDI), no mandato de 2023 a 2025.
Na prática, porém, Francidalva é mais conhecida por exercer uma função bem mais abrangente — e curiosamente não oficial — atuando como porta-voz informal da prefeita em assuntos variados, muitos deles convenientemente fora das atribuições da prefeitura.
Ao que tudo indica, o acúmulo de funções tão simbólicas tem cobrado seu preço. Não são raros os relatos de desentendimentos envolvendo a senhora Francidalva e servidores municipais dos mais diversos escalões.
“Sacrifício reconhecido”
Apesar das polêmicas, dos episódios ruidosos e de uma coleção nada discreta de atos impopulares, o vereador Alexandre Alves decidiu prestar uma homenagem à altura: conceder a Francidalva o título de Cidadã Arariense.
Segundo o proponente, trata-se de um justo reconhecimento aos “relevantes serviços prestados ao povo de Arari” — ainda que boa parte da população tente, até hoje, descobrir exatamente quais foram esses serviços.
“Não me sinto culpada, eu também fui enganada”
Diante da sucessão de episódios embaraçosos protagonizados pela candidata à honraria, somados ao evidente desgaste político da prefeita, Aurinete Freitas fez um desabafo que soou mais como confissão coletiva:
“Eu não me sinto culpada, a gente achava que ia ser diferente, mas foi uma mudança para pior. O povo de Arari está sendo tratado na porrada, nos empurrões.”
Cidadã agressiva
A parlamentar também se posicionou de forma contundente contra a concessão de título de cidadania a alguém envolvido em denúncias de agressão. “Quem agride o nosso povo não merece esse título”, afirmou.
Além de Aurinete, outros parlamentares já teriam manifestado, nos bastidores, a decisão de não aprovar a proposta do vereador Alexandre Alves, sinalizando que nem todos estão dispostos a transformar polêmica em medalha.
Críticas ao presidente do Legislativo
Aurinete também criticou o que classificou como uma blindagem à prefeita por parte do presidente da Câmara Municipal, postura que, segundo ela, estaria servindo mais para travar investigações do que para proteger a instituição.
Por fim, a vereadora reafirmou que não pretende adotar o silêncio como estratégia política:
“Até o último dia do meu mandato, eu não aceito injustiça nem covardia”, concluiu
A possível concessão de título de cidadania à Sra. Francidalva é mais que um bondoso gesto de cortesia, é “um vergonhoso brinde à servidão e ao oportunismo”.